ENTREVISTA | Henry Cavill para a Avianca em Revista de Julho

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Para a edição de Julho da revista brasileira de bordo da companhia aérea Avianca, Avianca em Revista, Henry Cavill falou sobre Missão: Impossível – Efeito Fallout, sobre como sua família o mantem com os pés no chão e o incentivou com a sua carreira, sobre o futuro da humanidade e seu amor pelos animais e natureza.

Trouxemos tudo transcrito para vocês, leia abaixo:


MISSÃO POSSÍVEL

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A entrevista com Henry Cavill aconteceu no hotel e cassino Caesars Palace, em Las Vegas. Em um primeiro momento, para a conversa disponível em vídeo no nosso site, a editora Camila Balthazar fez perguntas rápidas sobre o sexto filme da franquia “Missão: Impossível” e seu personagem August Walker – antagonista de Tom Cruise. Depois o papo com o ator famoso por interpretar o Superman se estendeu por mais meia hora, passando por assuntos como carreira, paixão pela família e por animais, e propósito de vida.

“Minhas primeiras memórias de filmes que me marcaram foram Titanic (1997) e Gladiador (2000). Essa mistura de ação, luta e uma história bem contada é muito importante para mim.”

CAPA DE CINEMA

photoshoot-2018_AVIANCAemrevista-06jul2018_02Há alguns meses, a Paramount nos fez um convite irrecusável: ir até Las Vegas para conversar com parte do time do sexto filme “Missão: Impossível – Efeito Fallout”. Em um estúdio de gravação montada no hotel e cassino Caesars Palace, entrevistei o diretor Christopher McQuarrie, que está à frente de seu segundo “Missão: Impossível”, o ator Simon Pegg, veterano de quatro filmes da franquia, e a grande novidade dessa estreia, Henry Cavill. Os vídeos estão disponíveis a bordo e também nas nossas redes sociais.

A conversa com Henry foi a mais longa, para publicarmos esta capa e um perfil detalhado na revista. É sempre interessante conhecer um pouco de quem está por trás dos personagens. O ator britânico, mais conhecido por interpretar Superman, levou seu cachorro da raça Akita, Kal, para o camarim do teatro do Caesars Palace, onde ele se apresentaria em um evento da industria cinematográfica, revelou um superpoder da vida real: Uma audiação bem aguçada.

A NOVA MISSÃO DE HENRY CAVILL

Os personagens interpretados pelo ator britânico sempre foram mais heróis que vilões. Uma mudança poderá ser vista no sexto filme da franquia “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, com estreia prevista para 26 de julho. Em entrevista exclusiva, Henry Cavill conta sobre o personagem e acarreira, bem como sua paixão por animais e suas convicções de vida.

photoshoot-2018_AVIANCAemrevista-06jul2018_03Você os ouve?, me perguntou Henry Cavill, interrompendo de repente o momento em que falava sobre seu propósito de vida. O ator levantou, abriu a porta do camarim do hotel do Caesars Palace, em Las Vegas, onde conversávamos, e gentilmente pediu para que as pessoas no corredor falassem mais baixo. “Eu ficava ouvindo a voz deles, em vez de falar com você.” O assunto voltou de onde parou, a conversa do lado de fora também.

O britânico conhecido por interpretar Superman desde 2013 se levantou novamente poucos segundos depois, abriu a porta e, quase sussurrando, disse: “Hey, guys. Eu ainda escuto vocês.” Ao sentar-se de novo à minha frente, pediu desculpas, apontou para o próprio ouvido e disse, rindo, que tem uma super-audição. Por isso estava incomodado. Assim como próprio Superman, capaz de escutar o tic-tac de uma bomba relógio a quilômetros de distância, Cavill talvez tenha poderes.

Eu também ouvia os cochichos. Mas na minha cabeça o que tocava cada vez que ele se levantava era a trilha sonora do filme “Missão: Impossível”, anunciando o perigo que poderia vir a seguir. Certamente o argentino Lalo Schifrin, quem compôs essa música nos anos 1960 para a série de espionagem de mesmo nome, jamais imaginou que essa batida de jazz latino pop viraria um clássico associado a Tom Cruise e suas façanhas inimagináveis realizadas sem dublê. A série virou filme em 1996. E, no próximo dia 26 de julho, estreia o sexto longa da franquia da ação.

Uma das melhores novidades de “Missão: Impossível – Efeito Fallout” é a presença de Henry Cavill no elenco. O ator interpreta o agente da CIA August Walker, principal antagonista de Ethan Hunt (Tom Cruise). O diretor do filme, Christopher McQuarrie, garantiu que já estava de olho no ator há bastante tempo. “Gostei muito dele interpretando Superman e Napoleon Solo, em ‘O Agente da U.N.C.L.E.’ Eu tinha um feeling de que ele tinha um lado mais sombrio. Com certeza encontramos.”

Na vida real, o britânico natural da ilha de Jersey, no Reino Unido, quarto de cinco filhos, apaixonado por anaimais – seu cachorro da raça Akita, Kal, também participou da entrevista – está mais para super-herói. “Se eu estiver inspirando alguém, espero que seja de forma positiva. Sobre dar um ótimo exemplo de como viver a vida e sobre acreditar em quem você é”, diz. “Eu tive muita sorte em ser criado em uma família que nos deu esse senso de confiança. Quando falamos sobre sucesso, acreditar em nós mesmos representa metade da batalha.”

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photoshoot-2018_AVIANCAemrevista-06jul2018_01O que você pode contar sobre August Walker? Quem é esse personagem?

Ele luta pelo bem da humanidade tanto quanto o Ethan Hunt (personagem interpretado por Tom Cruise). Mas seus métodos são questionáveis, extremos e possivelmente imorais. Enquanto o Ethan Hunt não quer causar nenhum dano, o August Walker facilmente mata várias pessoas para pegar o vilão e, assim, salvar outras 10 mil pessoas. Ele é simples e direto. Vai com uma arma e mata todo mundo.

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Você tinha 13 anos quando o primeiro “Missão: Impossível” foi lançado. Passou pela sua cabeça que um dia você estaria contracenando com Tom Cruise nesse filme?

Eu nunca me tiro da jogada, até que eu tenha sido tirado. Então a ideia de trabalhar com Tom Cruise sempre foi uma boa possibilidade. E acabou sendo ainda mais prazeroso do que imaginei que seria. Ele é o tipo de cara que vai editando e produzindo o filme na cabeça ao mesmo tempo em que está atuando na cena. Ai ele fala com o Chris (o diretor, Christopher McQuarrie) e depois comigo dizendo para mudarmos todo o diálogo da cena. E eu digo ‘ok, ótimo, vamos refazer tudo’, Estar com uma pessoa que pensa no público em todos os momentos é uma experiência incrível que vou levar comigo para os próximos filmes.

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Voltando no tempo… Você se lembra por que quis ser ator?

Sempre fui fã de ouvir, ler, assistir ou contar histórias. Como ator, consigo ser parte disso, tornar reais as histórias que eu criava com meus quatro irmãos. Agora eu vivo aventuras incríveis, histórias divertidas e sou pago para isso, o que é ainda melhor (risos). Mas desde sempre minha família me lembrou por que estou fazendo tudo isso. E não é necessariamente pela fama, glória ou dinheiro. É porque é divertido. Quero poder, quando eu for mais velho, contar as história maravilhosas sobre as coisas que fiz e as aventuras que eu tive.

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Você é da ilha de Jersey, no Canal da Mancha, e estudou em um internato em Buckingham, no Reino Unido. Como foi o processo de virar ator? Sua família deu apoio desde o início?

Eu tinha uns 15 ou 16 anos quando eu contei para os meus pais que queria ser ator, ir para a escolha de teatro depois de sair do internato. Minha mãe falou ‘faça aquilo que você quiser fazer’. E meu pai falou ‘faça aquilo que você quiser fazer depois de fazer uma faculdade, para assim você poder fazer o que quiser caso a atuação não dê certo’. Os dois tinham bons argumentos, então eu provavelmente iria para alguma universidade estudar algo como história da antiguidade, depois, com sorte, ir para uma escola de drama ou entrar para o exército. No entanto, antes de qualquer uma dessas decisões serem tomadas, fui escolhido para o meu primeiro filme, “O Conde De Monte Cristo” (2002). O que posso dizer para qualquer pessoa que esteja pensando em se tornar ator é: Não se coloque em um lugar onde você não consiga sair se não der certo. Sempre tenha um plano B. Isso não quer dizer que você não está comprometido, mas, sim, que está sendo esperto. Não se jogue no rio abaixo e jogue os remos fora. Você precisa ter outras opções. Muitas pessoas querem ser atores, porém, apenas uma pequena porcentagem consegue. E nem sempre é decorrência de talento. Ás vezes é a sorte de estar no lugar certo.

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Quais são suas crenças na vida? O que te motiva a acordar e trabalhar todos os dias?

Essencialmente, você está me perguntando sobre o significado da vida? É sobre aproveitar a jornada, ser o mais positivo possível. Mas não é da nossa natureza ser positivo o tempo todo. Sempre vamos ter momentos ruins. Quando você está nesses momentos estressantes, respire fundo e tire tudo de positivo da situação. Eu mal posso esperar para alguém para ter uma família, alguém para andar junto, ter filhos. E então passar experiências positivas para essas crianças, para que elas cresçam e tenham a melhor vida possível também. Quero trabalhar muito para que eu possa dar as melhores chances aos meus filhos. Todas as opções. Se eles quiserem ser astronautas, podem. E se errarem, não tem problema porque eles terão um lugar para voltar.

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Seu trabalho com a Durrell Wildlife Conservation Trust (organização do Reino Unido cuja a missão é salvar espécies da extinção) vai nesse sentido de deixar um legado. Como esse envolvimento começou?

Sempre gostei de animais, assistia aos programas do National Geographic e Discovery Channel. Quando eu era mais jovem, não sabia a importância dos animais para o mundo.Agora que eu sei, acho que é uma oportunidade para fazer as crianças aprenderem sobre isso de uma forma divertida. O pessoal da Durrell trabalha com espécies ameaçadas de extinção, mas não apenas os mais populares como são orangotangos e gorilas. Animais menores são facilmente negligenciados, mas são partes essenciais do ecossistema. Esses pequenos animais morrem, então outros seres começam a morrer, e o mundo todo vai mudar em formas que não ficaremos felizes. Todos os animais existem por um motivo. Eles não estão na natureza apenas porque são bonitos.

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Tem uma frase no começo do filme “Homem de Aço”, no qual você interpreta o Superman, que diz “Nós esgotamos todos nossos recursos naturais. Como resultado, o centro do nosso planeta dicou instável“. Você acha que de alguma forma isso se aplica para nosso mundo?

Não sei se o núcleo do planeta ficará instável, mas definitivamente estamos mexendo no equilíbrio das coisas com a forma que estamos caminhando. O planeta é forte, mas ao mesmo tempo é frágil, e estamos abusando dele há um bom tempo. Se não quisermos perder esse lindo verde e esse lindo azul, precisamos parar ou o mundo vai se tornar naturalmente inabitável. Como humanos, provavelmente conseguiremos sobreviver porque temos certas tecnologias para colocar todo o mundo dentro de um novo ambiente. Mas isso é realmente a melhor forma de viver? Se acontecer, nós vamos olhar para trás, daqui a cem anos, e pensar: ‘Os animais eram de verdade! Você pode respirar ar lá fora? Que estranho! Que ideia maluca!’. Não quero que esse futuro exista. Quero que fiquemos espertos agora e apreciemos essa maravilha natural que é o planeta. Não é preciso muito, não é muito sacrifício e estamos chegando lá. O mundo está ficando mais ciente, que é algo maravilhoso. Existem algumas pessoas, como o Leonardo DiCaprio, que usam sua fama para passar a mensagem para frente.Estamos indo na direção certa, mas ainda temos que ser mais agressivos, priorizando coisas como energia renovável.

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Não existe missão impossível para o IMF (Impossible Missions Force). E aqui? Na sua opinião, qual é a missão impossível do mundo que precisa ser abraçada?

Não acredito que exista uma missão impossível para o mundo.Temos que trabalhar nas coisas que nós achamos que são impossíveis.

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Entrevista por Camila Balthazar


Em nossas redes sociais também postamos imagem dos bastidores da entrevista, com a editora Camila Balthazar e Henry Cavill, postada originalmente no instagram da jornalista.

A revista está disponível a bordo para quem voa com a Avianca e também no site oficial.

Continue no seu Portal Henry Cavill para todas as notícias e entrevistas com Mr. Cavill.

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