*ATUALIZADO* [Entrevista traduzida] Henry Cavill na THE RAKE Magazine

Como o próprio adiantou no Instagram em Agosto, Henry Cavill é a capa da mais nova edição da revista britânica The Rake. E além de nos presentear como um ensaio fotográfico lindo (que tem até a participação mais que especial de Kal), a revista também trouxe uma entrevista com Henry.

Infelizmente, a publicação só disponibilizou online uma parte da entrevista. Mas assim que disponível, vamos trazer traduzido o material completo. Por hora, fique com a parte disponível, onde Henry Cavill fala sobre sua família e sua vida na escola, onde sofria bullying.

Ah e a galeria? Está no final do post. 😉


JUSTIÇA POÉTICA: Henry Cavill

Superman está de volta – e Henry Cavill também, o cavalheiro britânico por excelência, se tornando o próprio ícone americano. Cavill fala com nosso editor sobre patriotismo, os perigos de Hollywood e porque o alter ego de Clark Kent é o herói que precisamos nesses tempos confusos.

É preciso um Britânico para interpretar o herói mais saudável, bonito e super-humano dos Estados Unidos. Superman é para o mundo dos quadrinhos o que Winston Churchill é para os políticos: Não necessariamente o favorito de todos, mas amplamente o mais reconhecido como o primeiro entre os iguais (primus inter pares). Umberto Eco disse que Superman pode “ser visto como o representante de todos seus semelhantes”. Ele é a encarnação do bem contra o mal, um imigrante que traz luz para um mundo novo, um homem cinza (nome que se dá a uma pessoa discreta que passa despercebida no meio da multidão) * demonstrando que somos mais do que está na superfície, e que todos nós, por mais forte que sejamos, temos fraquezas. Ele é uma parábola para tudo, desde a história de Moisés até uma caracterização do estilo americano de vida. Suas encarnações na tela podem ser vistas como uma comercialização da lenda ou nossa sede inextinguível de um messias de uma forma ou outra.

Henry Cavill não é exatamente alguém que passaria despercebido na rua. Ele tem características clássicas, um maxilar forte e maçãs do rosto (nesse momento, um pouco mascaradas por um bigode, para seu papel em Missão Impossível 6), o físico de uma estátua romana e, ao contrário de muitos dos seus contemporâneos, alto. O mesmo também pode ser dito pela sua entrada em uma sala. A sua chegada em um dos clubes mais nobres de Londres, Mark’s, onde nós passamos o dia falando sobre os Royal Marines, rugby, animais resgatados e seus instintos libertos com a Arte Sartorial, havia aquele raro senso que você tem desses homens como Henry, que se impõem sem serem intimidadores, que você pode encontrar a pessoa mais desconfortável na sala e deixá-los à vontade. Sua checada com seu cão que parece um urso, o Akita chamado Kal (nome dado em homenagem ao nome real do Superman) ajudou, é claro. Enquanto Kal estava em frente as lentes (extraordinariamente fotogênico) em nosso ensaio fotográfico, Henry e eu aproveitamos a oportunidade para conversar.

Como você saberá, querido leitor, o império britânio, que já dominou mais de um quarto do globo, agora é constituído por olhares dispersos de forma aleatória. Uma das mais próximas da Grã-Bretanha é Jersey, e essa ilha é a ancestral do astro da nossa capa. Jersey sempre teve uma conexão francesa, mas a família Cavill está ciente e orgulhosa de suas raízes continentais. “Meus pais me criaram e a todos meus irmãos como britânicos, muito britânicos”, diz Cavill. “Minha mãe é escocesa e irlandesa, e meu pai é inglês. Sempre foi uma questão orgulhosa ser britânico. Não se trata de virar o nariz para o resto do mundo, é só que somos uma ilha que, apesar de todas as probabilidades, conseguiu sobreviver a todos os outros impérios da história e se tornou o maior império em si, e ainda sobreviveu para virar um poder mundial. Eu acho que meus pais apenas colocaram isso em mim para me orgulhar e eu me orgulho.” Essa é uma postura fora de moda, em um mundo que o patriotismo e o racismo é facilmente vinculado, onde assistir o The Proms ( * festival anual de oito semanas de concertos de música clássica que se acontecem no Royal Albert Hall em Londres) ou cantar o hino nacional com entusiasmo é um prazer secreto, para que não seja zombado. A conta do Instagram de Cavill, onde ele criou posts interessantes para desejar ao time de rugby British e Irish Lions boa sorte, mostra que ele não está falando da boca pra fora.

Henry credita a um forte senso de família, patriotismo e irmãos com quem ele continua próximo, por fazer com que ele continue com os pés no chão “Eu tenho irmãos que vão felizmente me matar, quando necessário“, diz ele. “Eles sempre foram muito diretos”. Considerando que um de seus irmãos é um tenente-coronel dos Royal Marines, isso não é difícil de acreditar.

Henry foi para a Stowe, uma escola pública de prestígio e incrivelmente bela em Buckinghamshire, sul da Inglaterra. O tempo de Henry lá foi muito problemático. Ele era intimidado e provocado, ganhando apelidos como “Cavill Gordo”. Piorou quando a escola (em um capricho particularmente ingênuo de algumas escolas privadas) nos dois últimos anos se tornou mista. Aqui Henry teve uma dura lição sobre como uma convergência entre os sexos durante a adolescência, pode ser um momento brutal. “Colocar as meninas nos últimos dois anos, foi provavelmente a pior coisa que poderiam ter feito”, diz ele. “O foco sai das lições e você coloca os garotos que estão em uma situação altamente estressante em uma mais estressante ainda, o que não é bom durante os níveis A.”

Foi nesse ponto da entrevista que Henry demonstrou sua habilidade piedosa para a introspecção, dizendo: “Eu olho para trás e penso: Graças a Deus, as pessoas eram tão idênticas para mim na escola, porque me ensinaram muito sobre as pessoas. Assim que as meninas chegaram – e eu não era popular – todos os garotos legais diziam que eu era um bobão. Todas as meninas se viraram contra mim e ai todos os meninos, que eram meus amigos, foram até as meninas. Eu tinha um punhado de amigos, mas realmente me surpreendeu. Era como “Uau, você totalmente se voltou contra mim, para parecer legal na frente dessas meninas”.” Esse hábito, seu auto-pagamento pessoal, surgiu algumas vezes na entrevista: Mais tarde, quando perguntei se a fama e o apetite pelo sucesso ajudou a superar a sensação de não ser aceito na escola, sua resposta foi honesta e analítica. “Sim, tem algo a ver com a escola, definitivamente eu tenho uma sensação de reivindicação”, diz ele. “mas eu tenho lutado com isso, porque é uma coisa baseada no ego, um lado negativo para o ego que, basicamente, não faz nada além de te destruir.” Aqui está um homem que não está interessado em se tornar a vítima ou em ficar se penalizando; em vez disso, que procura crescer diante disso.


ATUALIZADO [1]:

Graças a sites como Just Jared, temos mais trechos da entrevista.

Sobre momentos que mudaram sua vida, Henry fala: “Tiveram alguns eventos em minha vida que eu senti como, quando eu estava os vivendo, que minha vida mudaria para sempre. Primeiro foi quando fiz O Conde de Monte Cristo, o segundo quando consegui o papel de Superman e o terceiro, foi quando Kal chegou.

Falando em Kal, Henry falou sobre sua ligação com os animais: “Eu sempre amei animais, eu sempre amei a natureza e eu tenho amado aprender sobre essas criaturas incríveis que vivem em nosso planeta. Achei que se eu fosse me jogar em algum trabalho de caridade, teria que ser sobre algo que eu fosse apaixonado.

Cavill também falou sobre seu estilo: “Eu sempre gostei de ternos, eu gosto de parecer inteligente. Meus pais nos vestiam para ocasiões, e nós tínhamos blazers. Quando você estuda em uma escola pública, você tem que se vestir como se fosse inteligente e tem que gostar disso. Meu gosto pelo estilo demorou um tempo para se desenvolver, porque eu realmente não sabia o que eu queria. Mas assim que eu vesti o meu primeiro terno sob medida, foi ‘Oh, OK, é assim que eu devo parecer’.


Galeria:

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