Henry Cavill e Ben Affleck brincam em entrevista

Henry Cavill e Ben Affleck deram uma entrevista muito bem humorada, onde brincavam o tempo todo, para a revista ShortList. Confira a tradução abaixo.

[Read it in English HERE]

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Finalmente eles se encontraram. Não Batman e Superman, mas Ben Affleck e Henry Cavill nas páginas da ShortList. Andrew Dickens senta com eles para um bate-papo.

[Imagens: John Russo]

Dizem que os atores sempre parecem menores do que você pensa na vida real. Normalmente é verdade. A não ser, é claro, que você frequente teatro, onde eles tendem ter exatamente o mesmo tamanho.

Henry Cavill e Ben Affleck são exceções a regra. Eles formam um par de homens grandes. Cavill, você espera, somente uma lata de bronzeador falso o separa de ganhar o Mister Universo; Affleck – mais alto, mas ainda forte – parece em toda sua forma um jogador de futebol americano aposentado.

Um pouco de presença física é um começo, é claro, quando você está interpretando os dois super-heróis mais icônicos do mundo. Batman vs Superman: A Origem da Justiça mostra o Man of Steel de Cavill confrontado pelo não muito impressionado Cavaleiro das Trevas de Affleck. Um confronto inesquecível de titãs, você não acha? Pense de novo.

Como foi o primeiro dia de filmagens com vocês juntos?

HC: Já me perguntaram isso, eu não me lembro. Nós estávamos de Clark e Bruce?
BA: Obviamente isso significou muito para nós dois [risos]! Nós passamos por tanta coisa, nós não trabalhamos tanto juntos.
HC: Trabalhamos muito construindo o conflito, mas nós não saímos juntos. Isso virá depois [risos].
BA: Foi só você e o meu dublê num traje de metal [risos].
HC: Ok. Eu vou com essa resposta: Absolutamente incrível.
BA: Tá gravado na minha memória. Ele foi mais másculo, até mais do que ele aparece nas fotografias. [risos]
HC: Honestamente, deve ter sido muito legal. Você está focado com uma tarefa em suas mãos. Se você pisar fora disso, você olha para e fala, “Uau! É Batman e Superman parados perto um do outro!” mas nós não vemos dessa forma. É Henry e Ben prestes a trabalhar.
BA: É tudo tão desconstruído, particularmente a luta. É tudo feito pouco a pouco. Dividido de momento a momento. Então você nunca tem um senso do quanto está legal, chamativo e sexy, é tudo quando você coloca tudo junto com os efeitos visuais e tudo mais. É inevitável algum momento vergonhoso quando você está vestido pela metade e molhado, sendo erguido por cabos. Nunca é tão legal quanto parece.

Você está estragando a magia.
BA: Desculpe! “Bem, não parece como um filme que eu quero ver.” [risos]

Vocês se conheciam antes?
HC: Nós nos encontramos uma vez, mas não nos conhecíamos.

Vocês tentaram construir alguma animosidade durante as filmagens?
BA: Henry é um cara difícil para construir animosidade. Ele é um cara tão legal, esse método não daria certo.
HC: E é atuação. Você não quer uma má experiência no trabalho. São potencialmente 12 meses da sua vida. Se vocês não gostam um do outro, isso é muito ruim.
BA: Trabalhar com quem você odeia por um longo tempo.

Mas vocês fizeram as cenas de luta juntos?
BA: Nós fizemos.
HC: Foi um espetáculo incrível. Quero dizer… Faíscas voando, a coisa mais incrível, a melhor luta da história do cinema. Vá assistir.

ALGUMAS PESSOAS ACHAVAM QUE NÃO ERA NECESSÁRIO LUBRIFICAR UM AO OUTRO, MAS FAZER SEXO PODE APROXIMAR.

Eu acredito que teve muita preparação física e vocês dois são caras grandes. Vocês são parceiros de malhação?
HC: Eu passava oleo nele antes dos treinos. Ele não retornava muito o favor.
BA: Nós fizemos um monte de alongamentos um no outro. Era importante para ficarmos flexíveis.
HC: Alongamento para casal.
BA: Muita gente achava que não era necessário para nós lubrificar um ao outro, mas eu sentia que ajudava. Fazer sexo um pouco antes da malhação pode aproximar.

Alguns treinadores de esportes não são a favor disso antes de um grande jogo.
BA: Do que eles sabem?
HC: Eu acho que é sobre liberar a testosterona. Você não quer mantê-la reprimida.

Vocês também tem Jason Momoa no set. Ele está numa liga diferente?
HC: Ele é um homem grande!
BA: Ele é uma fera.
HC: Ele é um homem grande em todos os aspectos. Ele é maior que a vida e é maravilhoso com ela.

Henry teve que usar um macacão de Lycra, mas o Ben conseguiu uma armadura. Isso é uma trapaça?
BA: Só para registrar, eu vou fazer qualquer trapaça que seja possível. Eu nunca disse que eu sou um honorável fisiculturista. Eu tomaria qualquer vantagem que eu pudesse. Na minha idade avançada, isso certamente não é fácil. Eu vi o primeiro filme e eu vi como Henry era, então eu corri para lembrar as pessoas que o Batman é um ser humano, Superman é um alienígena.
HC: E todos os alienígenas são sequinhos.
BA: Sim, alienígenas são conhecidos por serem bem definidos.
HC: Eles não tem junk food em Krypton.

Essa é uma das grandes questões: Superman é um alienígena praticamente invencível, Batman é um cara num traje. Como tornar essa uma luta justa?
BA: Levou uma hora para o roteirista deixar isso plausível.
HC: Isso é complexo, requer muitas considerações, não é só “ah sim esses caras vão bater um no outro”, porque todos nós sabemos como isso acaba. Faz sentido.

O Superman tem um braço e uma perna amarrados em suas costas?
HC: Isso funcionaria.

Sem abrir muita coisa, porque esses caras não podem se dar bem?
BA: Tudo se resume ao fato que nas histórias em quadrinhos, todos nós sabemos que o Superman é um cara bom e nós confiamos nele, então nós reconhecemos isso. Mas o realismo é o tom desse filme. Então nós perguntamos: “O quê as pessoas realmente fariam se tivesse um Superman que tivesse aparecido com todo o poder?” Quando ele apareceu, teve aquela catástrofe terrível onde várias pessoas morreram. Alguém falaria “mas ele é realmente só um cara legal!” ou as pessoas reagiriam com medo? Na vida real, quando as pessoas se sentem ameaçadas, elas reagem com medo ou as vezes violentamente. Eles querem se proteger, cortando o fio antes que pegue neles.
HC: O que ele disse.

Ben – Porque você aceitou o personagem? Obviamente, porque Henry já estava.
HC: Eu não tive escolha.
BA: Inicialmente eu não tinha certeza sobre essa versão do Batman, o Batman acabado, que eu queria fazer. Mas o Zack me mostrou alguns gráficos, ilustrações e pequenos vídeos. Meio que o que você vê agora no filme. Eu achei que seria interessante e único e que me permitiria explorar esses temas de uma forma bem legal, em um filme que eu ficaria orgulhoso. Um filme que eu ficaria empolgado em mostrar para os meus filhos e eu ficaria realmente chateado se eu perdesse essa chance.

Você estava hesitante?
BA: Riscos sempre existem. Eu não sou muito avesso a riscos. Os filmes que eu mais estive feliz fazendo, envolveram os maiores riscos.

Como você descreveria o Batman de Ben, Henry?
HC: Eu diria que a alma e o coração do Batman está lá, mas é coberto e mascarado pela cicatriz. Vamos colocar dessa forma. Há vulnerabilidade, mas ele é blindado pela experiência e um pouco pela amargura. Há diferentes lados da mesma moeda, os dois estão procurando pela coisa certa, para conquistar o mesmo objetivo, mas eles tem formas diferentes de irem atrás disso. E obviamente eles não percebem até ser tarde.

MEU FILHOTE COM AS NECESSIDADES FISIOLÓGICAS TRÁS TUDO DE VOLTA A REALIDADE.

E você, Ben? Eu li uma uma descrição que dizia “mais velho e ferrado”.
BA: Eu posso ter dito isso sim [risos]. Quebrado e introspectivo e desiludido. Definitivamente meio que amargo. E quando o Superman chega, ele leva para o lado sombrio e, de forma errada, o enxerga como uma ameaça.
HC: Porque, no final das contas, ele está tentando proteger as pessoas.
BA: E eu acho o que o Henry faz com o Superman, é na verdade muito difícil também. Ele pega esse alienígena que é invulnerável e o faz se sentir como humano. E essa é a coisa mais difícil com o Superman, ele pode ser um personagem bem chato, rígido, inacessível. Henry faz você sentir por ele. É uma tarefa ingrata, porque uma vez que ele faz isso, você se sente como “É claro! Eu posso me identificar com ele e ter empatia por esse personagem.”
HC: Obrigado, cara. Então ou eu sou um ator muito bom ou um muito ruim, porque eu não consegui interpretar um alienígena invulnerável com quem ninguém pode se identificar.

Assim que o filme foi anunciado, todo mundo tinha uma opinião sobre tudo, desde os figurinos ao elenco. Você acha que assim fica injusto para se bater?

HC: Nós estávamos falando sobre isso mais cedo. Tudo faz parte do entretenimento realmente. É ótimo que as pessoas tenham opiniões, quanto mais melhor. Porque quem está dando uma opinião, negativa ou positiva, vai ir ver o filme. Não é somente o filme que entretêm as pessoas hoje em dia, é tudo ao redor dele. Todas a negatividade e positividade que vem com ele. Eu gosto.
BA: Você tem que entender que se o seu filme é bom então as pessoas vão dizer que é bom. Se não for, não vão. No final das contas, o trabalho se lança sozinho. Então até lá, as pessoas vão se diverter falando suas opiniões e está tudo bem, também. Faz parte desse negócio. Se você não consegue lidar com isso, provavelmente você está no trabalho errado.

Tem uma terceira roda: Jesse Eisenberg como Lex Luthor.
HC: Essa não é uma coisa muito legal de se falar.
BA: Nós amamos ter ele nos nossos encontros. [risos].

Triciclos são bons veículos. O quê você acha dessa abordagem: Um Lex Luthor mais novo da era moderna. Um vilão de Palo Alto, invés de um megalomaníaco padrão.
BA: Todos os super-vilões são bilionários.
HC: É sinistro! [Jesse como Lex] Não tem outra maneira de dizer isso. Há uma fineza e complexidade nisso.
BA: Sim! Eu estava fazendo Garota Exemplar com David Fincher quando o Jesse foi escalado e o David disse a mim “É brilhante! Eisenberg pode fazer qualquer coisa.” Nós somos sortudos de ter ele.

É uma coincidência que eles escalaram o cara que interpretou Mark Zuckerberg?
BA: Você vai ter que perguntar para eles!

Tem outros personagens no filme: Aquaman, Mulher Maravilha, o Flash. Como isso funcionou?
HC: Eu acho que o enredo da Mulher Maravilha funcionou muito bem. Não que o do Aquaman não tenha funcionado muito bem, mas que o enredo da Mulher Maravilha se encaixou perfeitamente ao filme. É um ótimo jeito para expandir o universo cinematográfico da DC.

Vocês tem um favorito entre os outros personagens?
HC: Ben [risos].
BA: Isso tá ficando muito politico! [risos] Você percebeu que nós estaremos trabalhando todos juntos nos próximos meses?

Sobre esse universo expandido. Eu odeio ter que usar a palavra que começa com M, Marvel…
BA: A palavra que começa com M? Eu estava quase dizendo, essa é uma nova expressão para “Não importa o que seja, eu não vou dizer isso.” [risos]

Provavelmente melhor você não dizer. Então, eles aparentemente tem planos que vão até o século XXXI. Você está a par dos planos do futuro da DC?
BA: Nós estamos a par de alguns deles, mas eu tenho certeza que há muitos que não não sabemos. Nós estamos a par das coisas que estão acontecendo agora.
HC: Estamos a par de coisas que se referem a nós. Tem planos que são tão instáveis e amplos porque você não sabe do sucesso das coisas que estão acontecendo agora. Assim que as coisas forem solidificadas como sucesso ou não, ai sim os planos vão começar a ser formulados de um jeito ou outro.

Vocês acham que vão bater a Marvel que já é um gigante?
BA: Os sucessos não serão comparados a Marvel, eu acho que o sucesso desses filmes serão medidos contra si mesmos. Se eles forem bons então as pessoas vão continuar vindo. Agora, eu garanto que eu estou realmente orgulhoso desse filme e eu vi algumas coisas do Esquadrão Suicida que são incríveis. Vai ser matador. Vendo o sucesso que Deadpool conseguiu e vendo que o público está aberto para brincar com esse gênero um pouco. Eu acho que é uma boa sondagem para o Esquadrão Suicida. Vendo as equipes criativas que estão por trás dos filmes da DC, eu acho eles vão ser bem sucedidos. Mas eu não acho que eles tem que ser comparados com Capitão América 3 ou com o que O Homem de Aço 2 fez. Eles são todos muito diferentes.

Você não foi proibido de falar com os atores da Marvel, foi? Você não tem que ignorar Robert Downey Jr se você o ver?
BA: [risos] Ainda não.

Além da parte da lubrificação que vocês falaram antes, como vocês relaxam fora do estúdio?
HC: Da mesma forma que todo mundo. Tomo uma cerveja, vou jantar, relaxar. Eu estava criando um filhote na época, então muito da minha hora livre era tomada com isso. Isso que eu fazia para me trazer para a normalidade. Porque um filhote precisa fazer as necessidades e as vezes ele faz isso dentro de casa e isso trás a realidade com tudo.

Como ele se chamava?
HC: O nome dele é Kal. Por razões obvias.

ASS-a-tr

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Confira agora algumas imagens do Photoshoot para o ensaio. Fotos by John Russo

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