HQ Superman: Da Era de Bronze à Atualidade

Seguindo nosso caminho pelas eras dos quadrinhos nas histórias do Superman, em 1970, começou a “Era de Bronze” dos quadrinhos. Como os demais super-heróis, Superman voltou a ter histórias de cunho mais social e agora com a presença marcante da continuidade. Dennis O´Neil foi o autor que trouxe o Superman para esse novo patamar, ele tirou Clark Kent do jornal Planeta Diário, e o fez apresentador de telejornal na TV Galáxia.

Só de imaginar o Henry Cavill com os óculos do Clark Kent numa bancada de telejornal, já ficamos curiosas! Em O Homem de Aço, de 2013, ele apareceu brevemente na redação do Planeta Diário.

Warner

Segundo o site HQmaniacs:  “O´Neil tentou dar fim ao irritante expediente de que qualquer bandido achava Kryptonita facilmente e assim debilitava o herói, fazendo uma história onde toda a Kryptonita do mundo perdia o efeito. Mas ele não queria que o Superman ficasse invencível, pelo contrário. Ele articulou um modo para que a potência dos seus poderes fosse reduzida pela metade, através das artimanhas de um vilão que o dividiu em dois. Com o tempo, Superman acabaria recuperando os poderes, sob argumento de que ‘metade de uma força infinita é o infinito'”.

Após O’Neil veio Elliot S Maggin, criador da história  “O mundo precisa de um Superman?”, inspirada numa conversa com um jovem fã de 13 anos, chamado Jeph Loeb. Nessa história Superman é alertado sobre sua responsabilidade como anjo da guarda do planeta Terra. Sua interferência, poderia fazer com que os humanos ficassem esperando sempre sua intervenção, ao invés de resolverem seus problemas e buscarem seu melhor. A partir dessa época, ficou conhecido como “O Homem do Amanhã”. Maggin também trabalhou mais a personalidade do vilão Lex Luthor criando um vínculo entre ele e o Superboy.

DC

Durante os anos 70 o filme Superman, de Richard Donner, com roteiro de Mario Puzo (autor de O Poderoso Chefão), foi a primeira adaptação bem sucedida de um personagem de quadrinhos para o cinema. Nesse filme, a trilha sonora assinada por John Williams, trouxe a música tema do herói, conhecida até hoje.

Nos anos 80 houve uma crise nas vendas das revistas em quadrinhos, então os editores decidiram mudar totalmente seus roteiros.

Em 1985 a DC lançou Crise nas Infinitas Terras, envolvendo todos os sues personagens e suas Terras. Algumas reformulações tiveram que ser feitas, pois em tantos anos de histórias, o leitor poderia ficar confuso com a cronologia de personagens como Superboy, Supergirl e do próprio Superman, que já transitou por mais de uma Terra em suas revistas.

Para atualizar o herói, a DC trouxe John Bryne criador da minissérie The Man of Steel (O Homem de Aço), uma versão mais moderna onde Krypton era um planeta frio, de uma raça que havia abolido todas as emoções. “As crianças eram geradas “in vitro” através da seleção genética dos kryptonianos, que não escolhiam com quem iriam procriar”.

DC

 

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Fato marcante em todo esse período, foi o relacionamento entre Lois e Clark, que de rivais chegaram até a se casar numa edição especial. Essa história motivou o lançamento, no começo dos anos 90, de uma série de TV: “Lois & Clark: As Novas Aventuras de Superman”. A edição de casamento dos quadrinhos foi adiada, pois como na TV a história tinha recém começado, a Warner queria fazer o evento do casamento acontecer simultaneamente nos dois meios. Para preencher a lacuna de uma novidade nesse período, os autores criaram “A Morte do Superman”.

DC

Claro que não poderia ser nada permanente. O herói morreu, a Terra sentiu sua falta e ele retornou melhor do que antes. Esse evento serviu para atrair a atenção da mídia de todo o mundo para os quadrinhos e colocar novamente o Superman no topo.

Já na “Era Atual”, o Homem de Aço conheceu a paternidade, através da adoção de uma criança que depois se descobriu ser filho do General Zod, (seu inimigo do planeta Krypton). O filho do herói se chamou Christopher Kent, numa homenagem ao ator Christopher Reeve, que também interpretou o personagem  nos cinemas. Nesse período o herói passou por uma fase em que muitos o consideraram “maduro demais”.

A DC deu a missão de repaginar o herói para o escritor escocês Grant Morrison, que trouxe das fontes originais do personagem um perfil mais durão e justiceiro. Um Clark que usa o jornalismo para denunciar e lutar pela punição dos criminosos. E um Superman, mais silencioso, que não tem vergonha de ser um alienígena.

Com o lançamento de Batman Vs Superman, nos cinemas no ano que vem e a previsão dos filmes da Liga da Justiça, virão muitas outras possibilidades.

Qual será a fase que o Henry mais gostou, dos quadrinhos do Superman?

Para o futuro, temos que aguardar a inspiração dos autores, que nos mostrarão os caminhos desse personagem. Esses foram só os primeiros 75 anos.

Fabiana Franzosi -Crazy for Henry Cavill BR.

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